Paulo Gustavo se consagra como o ator brasileiro que mais leva público ao cinema

Emílio Faustino

Mesmo no país que mais mata LGBTs no mundo, o ator declaradamente gay arrastou multidões para o cinema e esteve presente em 3 das 10 maiores bilheterias da história do cinema brasileiro.

Carismático, criativo e empreendedor, essas são apenas algumas das muitas qualidades do ator Paulo Gustavo. O carioca de 40 anos que começou sua carreira no teatro, conseguiu migrar para o cinema a sua aclamada peça de sucesso “Minha mãe é uma peça”, que levou impressionantes 4,5 milhões de pessoas ao cinema.

A sequência da história não só manteve o bom rendimento, como mais que dobrou o público, rendendo a “Minha mãe é uma peça 2” nada menos que 9,8 milhões de espectadores.

Pegando embalado no sucesso do amigo, a atriz Mônica Martelli, promoveu o personagem de Paulo Gustavo do filme “Os Homens São de Marte… E É Pra Lá que Eu Vou” de mero coadjuvante com pouco mais demeia duzia de falas para protagonista na sequência “Minha Vida Em Marte”.

A diferença do rendimento da bilheteria após a promoção de Paulo Gustavo foi mega expressiva. Para se ter uma ideia, o primeiro filme de Mônica levou cerca de 1,7 milhões de pessoas ao cinema. Enquanto a continuação que ainda esta em cartaz já atraiu mais de 4,4 milhões de pessoas ao cinema.

Além desses sucessos, Paulo Gustavo ainda tem em seu currículo o filme “Vai que Cola” que mobilizou mais de 3,3 milhões de pessoas.

O próximo vencedor de bilheterias na agenda de Paulo Gustavo será a continuação “Minha Mãe é uma peça 3” previsto para ser lançado em 2020 nos cinemas.

Embora tenha sua vida pessoal bastante reservada, Paulo usa seu trabalho para tocar as pessoas abordando temas necessários como homossexualidade, bissexualidade e a relação entre mãe e filho. Para o seu próximo filme o ator prometeu que haverá um casamento gay.

Com humor e muito jogo de cintura, o ator Paulo Gustavo desempenha um papel importante: o de tornar a arte uma ferramenta de transformação social. Afinal, essas milhões de pessoas que vão ao cinema apenas para se divertir, acabam ainda que inconscientemente absorvendo as mensagens de tolerância e amor que o ator coloca em seus projetos.

Em um momento de profundo conservadorismo e levante do preconceito, ao menos podemos comemorar uma pequena vitória. Sim, o ator que mais leva público para o cinema é “gay, bicha, bichérrima” e merece todo o nosso respeito e admiração!

Parabéns Paulo Gustavo!

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