HOW I MET YOUR MOTHER | Crítica

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Por Igor Pinheiro

Eu jurava que já tinha feito um post sobre How I Met Your Mother, mas não. Então lá vai…

É muito difícil falar sobre essa série, porque tem muitos fãs apaixonados e qualquer palavra mal colocada pode ser um tiro no meu próprio pé. Eu amo essa série, mesmo, mas não acho melhor do que Friends (acho um erro essa discussão existir, mas é impossível fugir do assunto) e boa parte da história é uma grande enrolação. Mas, de novo, eu amo.

A questão é que é muito fácil se apaixonar por HIMYM, principalmente quem já assistiu Friends e ficou com um vazio após seu fim. Claramente inspirada na série de 1994, aqui acompanhamos Ted contando para seus filhos como conheceu sua mãe, através dos melhores momentos de sua vida com seus amigos. Até aí tudo bem, a primeira temporada da série é incrível e é fácil assistir as duas seguintes em maratona. É difícil encontrar uma série tão esperta que caia facilmente no gosto do público.

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O elenco é todo entrosado, alguns nomes conhecidos fora da telinha e química perfeita. É possível notar os atores rindo de verdade em algumas cenas. O protagonista Ted é carismático, mas não chama toda atenção para ele. Marshal e Lily, que namoram desde a faculdade, tem uma ótima relação e é difícil imaginar a série sem os dois ali, prova disso é o fraco começo da segunda temporada, quando os dois estavam separados. Robin era, à princípio, o interesse romance de Ted e é minha personagem favorita, toda a sua transformação ao longo da série é boa de se ver. Passando de uma mulher mais quieta e até um pouco certinha para uma nível de “retardamento” e espontaneidade que diverte fácil. Como não amar seu passado como cantora teen adolescente no Canadá? Barney merece um parágrafo a parte.

O personagem de Neil Patrick Harris já entrou para a história de melhores personagens da história da TV, sem exageros. Barney leva o clichê do conquistador de mulheres baratos ao extremo e seus planos para seduzi-las beira o fantástico, mas a gente não liga. O personagem também se transforma ao longo da série e está prestes a se casar, mas continua sendo para HIMYM o que o Sheldon é para The Big Bang Theory, a alma da série, nada existe sem ele.

Um dos pontos que me agradam mais é a brincadeira que se faz com a realidade, é recorrente ver uma mesma história contada por personagens diferentes, em alguns momentos nos fazendo notar a mentira presente, é tudo muito genial. (Ted substituir a maconha por um sanduíche quando conta a história para os seus filhos funciona sempre.) A série é cheia de conexões entre episódios distantes, piadas internas, cenas rápidas e muitos outros fatores que me atraem em uma comédia, e é por isso que eu a amo. Mas temos que concordar que a história de Ted, que deixa de ser a principal com o tempo, é uma grande enrolação. A nona e última temporada está no ar e é fácil para para se questionar sobre a necessidade de alguns momentos do passado. Tudo bem, é a construção de uma história que depende de inúmeros fatores, é a construção de uma personalidade e tudo mais, porém chega a um ponto em que a série quase se chama “Como Conheci 57 Mulheres Antes de Conhecer sua Mãe”.

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Mas é isso, estamos na última temporada e nos resta aproveitar. Volto a comentar a série depois do episódio final e recomendo para todo mundo que perguntar se é “assistível” ou não. Sem deixar de mencionar, de novo, é claro, que é uma enrolação e não é melhor que Friends. Mas a gente ama, e muito.

Obs.: E tem uma das melhores combinações abertura/música da história, hein…

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3 Comentários

  1. Eliana

    Igor,

    Eu concordo com tudo que vc falou, apesar de não ser tão experiente nesta série assim. Comecei a primeira temporada agora e estou amando – não mais do que Friends, é claro. Porém, tenho uma pergunta que não sai da minha cabeça e espero que a resposta esteja em alguns dos centenas de episódios que ainda não assisti ou ficarei frustrada com esta série. Talvez vc, que já assistiu todas as temporadas possa me ajudar:

    Um dos capitulos mostra o reveillon de 2005/2006. Nessa época, Ted não tinha conhecido a mulher dele e muito menos tinha tido filhos. Considerando que estamos no ano de 2013, os filhos dele teriam no máximo 7 anos, o que os atores mirins não aparentam ter. No entanto, a série não foi estreada em 2013, o que os deixariam ainda mais novos. Por favor, me diga que há uma solução/esclarecimento para esta minha dúvida em algum momento da série. Sem ser um spolier, é claro 😉

    Obrigada

    • Giovanna

      Eliana, Ted conta a história pros filhos no ano de 2030. (:

  2. Eliana

    *spoiler