HOMELAND (Crítica)

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Por Igor Pinheiro

Homeland é o tipo de série que todo mundo já sabia que seria um sucesso, ganhadora de prêmios e tudo mais antes mesmo de sua estreia. A diferença é que a maioria das séries que são “vendidas” dessa forma acabam morrendo na praia e, pelo menos na primeira temporada, Homeland se mostrou diferente desse padrão e deu um show de roteiro e elenco em uma época em que é difícil fazer isso na TV.

Caire Danes (maravilhosa, perfeita Romeu + Julieta, My So Called Life) vive a agente da CIA Carrie Mathison, que durante uma operação no Iraque, recebe a informação de que um soldado americano sequestrado por terrorista voltaria para os EUA em breve, secretamente convertido e como terrorista. Algum tempo depois, Nicholas Brody (Damian Lewis, Band Of Brothers), um soldado americano (veja só você!) sequestrado em 2003 é encontrado e retorna para sua homeland terra natal. Até aí tudo bem, mas tudo melhora quando você também desconfia de Carrie, que é meio perturbada, toma remédios, etc. Você fica sem saber de que lado está, ainda mais com a vida de Brody também sendo mostrada, seu retorno para a família principalmente, ele mal conhecia os filhos e sua esposa (interpretada pela brasileira Morena Baccarin) está saindo com seu melhor amigo. É assim que a primeira temporada segue.

Como já disse, vai além de uma boa história e tudo o que você esperava que fosse acontecer, sei lá, pela metade da segunda temporada, começa já a acontecer na primeira. Carrie e Brody se envolvem e lá pela metade da temporada, em um dos episódios mais sensacionais da série até hoje (o da cabana), ele descobre que ela o investiga secretamente. É perfeito. Temporada bastante badalada, somente pontos altos e um final de tirar o fôlego fez a série ser a favorita e muito premiada no Emmy 2012, mais merecidamente na categoria de melhor atriz para Claire Danes. Não existe uma pessoa que não se emocione com o surto de Carrie no final do penúltimo episódio da primeira temporada, quando todas as suas anotações sobre Brody são arrancadas de suas paredes por Estes, em quem costumava confiar.

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Um ano se passou todo mundo esperava a perfeição na segunda temporada da série, que começou muito boa, quase se perdeu no meio do caminho (e dói no coração dizer isso) e terminou muito bem, porém diferente do que era no começo. O segundo ano é cheio de idas e vindas, histórias que não convencem e a relação de Carrie com Brody quase começa a encher o saco. Para piorar a situação, a filha do antigo soldado se torna a personagem mais irritante da TV, se envolvendo com o filho do vice-presidente, atropelando “sem querer” uma mulher na rua e se sentindo culpada ao esconder o crime. Sono, sono, sono. O que salva é o final, com a reviravolta na história do terrorista Abu Nazir e o atentado (S2) durante o importante velório do season finale foi (odeio essa expressão) a cereja do bolo.

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Esperamos a terceira temporada apreensão e pode se dizer que boa parte do público está dividido. Ela vai ao ar no dia 29 de setembro nos Estados Unidos e estaremos de olho para ver no que vai dar. Um simples e animador teaser já foi divulgado para o retorno da série.

No Emmy 2013, Homeland concorre nas categorias de Melhor Ator Convidado em Série Dramática (Rupert Friend), Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática (Mandy Patinkin, que arrebenta mesmo), Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática (Morena Baccarin, não entendi a indicação, mas vamos lá, Brasil), Melhor Ator em Série Dramática (Damian Lewis), Melhor Atriz em Série Dramática (Claire Danes, perfeita) e Melhor Série Dramática. Fora em categorias técnicas, como a de roteiro pelo incrível episódio do interrogatório. Talvez vença na categoria principal, mas concorre com muita série boa e fica mais difícil ainda de apostar nela com os já citados altos e baixos da segunda temporada. É esperar pra ver…

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