GONZAGA – DE PAI PRA FILHO (Crítica)

GONZAGA  DE PAI PRA FILHO

4estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Gonzaga – De Pai pra Filho
Ano do lançamento: 2012
Produção: Brasil
Gênero: Drama
Direção: Breno Silveira
Roteiro: Patricia Andrade

Sinopse: Decidido a mudar seu destino, Gonzaga sai de casa jovem e segue para cidade grande em busca de novos horizontes e para apagar uma tristeza amorosa. Lá, ele conhece uma bela mulher, Odaléia (Nanda Costa), por quem se encanta. Após o nascimento do filho e complicações de saúde da esposa, ele decide voltar para a estrada para garantir os estudos e um futuro melhor para o herdeiro. Para isso, deixa o pequeno aos cuidados de amigos no Rio de Janeiro e sai pelo Brasil afora. Só não imaginava que essa distância entre eles faria crescer uma complicada relação, potencializada pelas personalidades fortes de ambos. Baseada em conversas realizadas entre pai e filho, essa é a história do cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga, também conhecido como O Rei do Baião ou Gonzagão, e de seu filho, popularmente chamado de Gonzaguinha.

Por Kadu Silva

Emocionante homenagem ao Rei do Baião e seu filho

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Depois do grande sucesso 2 filhos de Francisco, Breno Silveira, parece ter encontrado seu nicho. O diretor vem fazendo a cada novo trabalho homenagens a ícones da nosso música, com longas repleto de canções populares e com histórias que são pura emoção.

Houve esse ano o filme com as canções de Roberto Carlos no sensível À beira do caminho e agora ele vem numa super produção trazendo a vida lendário de Luiz Gonzaga e seu filho Gonzaguinha no maravilhoso Gonzaga – De pai pra filho.

A trama central mostra Gonzaguinha indo até a casa de seu pai Luiz Gonzaga em Exu para tentar ajuda-lo a voltar a se destacar no cenário musical brasileiro. O que seria um encontro de celebração acaba sendo uma volta ao passado repleto de dor e magoas. Pai e filho depois desse encontro nunca mais seriam os mesmo.

É através desse drama familiar entre pai e filho que a roteirista Patricia Andrade desenvolve a narrativa da história, que vai e volta no tempo, de forma bem coesa. Patricia usa a zona de conforto e não ousa na forma de contar a história, mas mesmo assim consegue fugir do dramalhão típico desse tipo de cinebiografia. A estrutura lembra muito a forma como é mostrada a história de Ray Charles, no ótimo Ray.

Breno como bem sabe fazer, escolheu um elenco formidável para as várias passagens do tempo e sua equipe da direção de arte realiza um trabalho perfeito de reconstituição de época que vai dos figurinos a detalhes simples como a logomarca de alguns produtos idêntica ao momento mostrado. nada passa aos cuidados da equipe.

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Outro belo trabalho é na fotografia que consegue captar a aridez do sertão através dos enquadramentos formidáveis das locações do nordeste. Tudo é muito bem pensando para que o espectador sinta a diferença dos locais em que a história se passa. Rio de Janeiro, Sertão e moro carioca, tudo muito bem pensado.

E diante das grandes canções dos dois artísticas é lógico que esse é outro grande destaque do filme. E Breno acerta em inserir nas melhores passagens as canções mais importantes de cada um. Várias delas refletindo o exato fato mostrado, o que só aumenta ainda mais o caráter emotivo da história. Dessas passagens destaque para o momento em que a emblemática canção Asa Branca é mostrada no filme, sem dúvida o melhor momento do longa.

Já comentei do elenco, além do grande elenco principal há também algumas belas participações especiais entre elas o grande destaque é João Miguel que faz um pequena ponta, mas quando aparece enche a tela com o seu talento e carisma gigantesco.

Apesar de todos esses elogios, infelizmente achei que o filme peca em ser extremamente didático, se aproximando muito da linguagem novelística da TV Brasileira, esse fato deixou a narrativa simples, tirando em alguns momentos a emoção pretendida pelo diretor, mas em se tratando de Breno Silveira não é novidade nenhuma.

O Ccine recomenda esse belo e emocionante filme que realiza com grande competência uma justa homenagem para esses dois grandes artistas do cenários musical brasileiro. Imperdível!

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PRÊMIOS

GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO
Ganhou: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator – Júlio Andrade, Melhor Ator Coadjuvante – João Miguel, Melhor Som

Indicações: Melhor Atriz Coadjuvante – Zezé Motta, Melhor Ator Coadjuvante – Domingos Montagner, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Efeitos Especiais, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora

TRAILER

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