BATMAN (Crítica)

BATMAN

FICHA TÉCNICA

Título Original: Batman
Ano do lançamento: 1989
Produção: EUA
Gênero: Aventura
Direção: Tim Burton
Roteiro: Sam Hamm, Warren Skaaren

Sinopse: Em Gotham City o milionário Bruce Wayne (Michael Keaton), que quando jovem teve os pais assassinados por bandidos, resolve combater o crime como Batman, o Homem-Morcego. Mas chega o dia em que o vilão Coringa (Jack Nicholson) decide dominar a cidade e se torna um grande desafio para o super-herói.

Por Kadu Silva

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Depois do sucesso de Os Fantasmas se Divertem, Tim Burton, recebe o seu primeiro grande projeto cinematográfico, Batman, o herói da DC Comics, praticamente debutava nas telonas em suas mãos, já que 1966 houve outro filme, que foi o complemento de uma série televisiva sobre o homem morcego, que existe na época.

Nesse longa o ainda inexperiente diretor contou com um grande orçamento e pode então desenvolver todo universo particular para contar a história de Batman. Na época, muitos acharam que a escolha do diretor era muito arriscada para as pretensões do estúdio, mas como se viu nas bilheterias, sua escolha foi perfeita e certeira. Batman arrecadou mais de 410 milhões de dólares ao redor do mundo e até hoje está entre as melhores bilheterias do diretor.

Nesse roteiro escrito por Sam Hamm e Warren Skaaren, vemos que o jovem Bruce Wayne (Michael Keaton) após perder seus pais em um assalto na cidade de Gotan, cresce com o desejo de se vingar da violência presenciada quando garoto. Ele então cria o homem Morcego que, se torna o protetor da cidade.

Só que Joker/Coringa (Jack Nicholson) desenvolve um plano químico para dominar a cidade, já que ele é um especialista no assunto, é então que Batman é a única “solução” para salvação de Gotan City desse vilão.

O roteiro segue o espírito criado por Bob Kane para o herói, o único problema é que faltou o melhor desenvolvimento dos personagens e da trama como um todo.

A começar pela origem do Batman que é mostrada de forma muito simples, sem grandes explicações, se você não tiver um certo conhecimento anterior não consegue compreender por completo o que leva o personagem a criar o homem morcego.

Outro equivoco é no plano criado pelo Coringa, não existe uma boa explicação que convença sobre o porque de seus atos. É obvio que se você tiver uma percepção mais aguçada verá que se trata de uma crítica social sobre a busca pela juventude eterna pela estética da beleza fomentada pela imprensa. Ai você vai dizer, mas você quer que seja tudo didático? Obvio que não, mas essa mensagem é muito superficial, somente por alguns elementos que aparecem ao longa do filme que chegamos nessa conclusão.

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Esse “erro” no roteiro acabou por tornar o vilão mais interessante que o herói, já que conhecemos como tudo aconteceu com ele, e além disso tem Jack Nicholson interpretando que acabou dando para o personagem todos os holofotes possíveis.

Nicholson junto com Tim Burton, fazem desse vilão um emblemático personagem do cinema, mesmo com o brilhante coringa interpretado por Heath Ledger, nunca tiraremos de nossas lembranças o fantástico trabalho realizado nesse filme. Figurino, maquiagem, tudo foi muito bem pensando para dar ao personagem uma caracterização perfeita. Para quem assistiu Os Fantasmas se Divertem, esse fato acontece também, o vilão acaba roubando a cena.

Já Michael Keaton que no filme anterior (Os Fantasmas se Divertem) do diretor era o grande destaque, nesse – muito em função do falho roteiro, ficou bem abaixo do esperado, ele não conseguiu se destacar na trama, nem nenhum momento, até porque o filme apresenta outra falha que é as fracas cenas de ação, portanto ele realmente não pode apresentar nada marcante nesse papel.

Se tem um acerto no filme, sem dúvida é a estética desenvolvida pelo diretor, ele conseguiu criar um universo gótico que representava exatamente o mostrado nos quadrinhos.

A cidade de Gotan, o Batmóvel, as cores tudo da para o filme a exata caracterização que os fãs esperavam, e por isso até hoje o filme é considerado por muitos um dos melhores de super heróis já produzido.

Outro grande destaque que vale menção é a trilha sonora de Danny Elfman, eterno parceiro de Burton, que consegue dar o verdadeiro clima sombrio para a narrativa.

Portanto, Batman é um filme que mesmo com suas falhas, mostra que o diretor Tim Burton conseguiu aqui marcar de vez seu nome na industria cinematográfica, por conseguir transpor para a telona o verdadeiro universo gótico e sombrio que representava o homem morcego nos quadrinhos.

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PRÊMIOS

OSCAR
Ganhou
Melhor Direção de Arte

GLOBO DE OURO
Indicação
Melhor Ator – Comédia/Musical – Jack Nicholson

TRAILER

4emeio

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