A DATILÓGRAFA (Crítica)

A DATILOGRAFA

Bela e divertida crítica a sociedade competitiva que vivemos

É genial ver um filme que sabe utilizar de uma ideia já muita batida e ainda assim conseguir transforma-la em algo interessante na telona.

A Datilógrafa nada mais é do que um longa-metragem de superação, que utiliza da formula de competição para desenvolver a trama, obvio sem deixar de lado outros aspectos interessantes para criticar e fazer pensar de como nossa sociedade é competitiva.

Na história Rose (Déborah François) é uma jovem ambiciosa que trabalha no armazém de seu pai. Num certo momento descobre que um empresário da cidade está contratando uma datilógrafa para auxilia-lo. Rose mesmo não tendo a técnica, mas sabendo que ser datilógrafa naquela época era um grande diferencial, resolve tentar ficar com a vaga.

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Louis (Romain Duris) acaba contratando Rose, pois ficou impressionado com a rapidez com que ela digitava, mesmo utilizando somente os dois dedos indicadores, és que então Louis resolve inscrevê-la em um concurso de a mais rápida datilógrafa de Paris, lá eles percebem que é necessário melhorar a técnica para novos desafios como a competição de melhor datilógrafa do mundo.

É nesse momento que o roteiro entra no formula conhecida de um aspirante e incrédulo participante, vivendo seus altos e baixos na preparação pré competição até chegar a final tão sonhada. Rocky, Karate Kid entre outros utilizam a mesma ideia, só que aqui isso serve como uma crítica a selvagem competição de ser sempre o melhor a todo custo, dessa atual “política” da celebridade instantânea e assim por diante.

Outro ponto interessante do filme é que ele é ambientado nos anos 50 e sua caracterização de época é sensacional, em todos os detalhes, cenários, figurinos, trilha sonora e assim por diante – um enorme bom gosto!

Essa escolha do estreante diretor Regis Roinsard de ambientar tudo nos anos 50 e utilizar o que era moderno e vanguardista na época para desenvolver a trama, consegue dar para o espectador um leque de leituras do filme, fato que mesmo sendo uma comedia leve e divertida faz pensar e muito sobre Ns coisas, como por exemplo como o tempo é raro e rápido, o que hoje é o top da tecnologia, amanhã pode virar peça de museu, e tudo isso no piscar dos olhos. Disso dá para tirar uma lição que o tempo é para ser curtido, aproveitado a cada segundo, porque ele se vai e acaba, quando você menos espera.

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O belo elenco de figuras conhecidas do cinema francês é outro chamariz para o filme, o casal principal Romain Duris e Déborah François apresentam uma química incrível, impossível não ficar o filme todo na torcida pela formação do casal, além deles tem uma participação pequena de Bérénice Bejo do filme O Artista abrilhantando ainda mais esse belo filme.

A Datilógrafa é muito mais do que parece, é um filme que usa uma formula conhecida, leva tudo de uma forma leve, satirizando o tempo, mas consegue com sua trama bem elaborada fazer pensar e inspirar mudança nas perspectiva de futuro de quem assiste. Imperdível!

DESTAQUES

Para a maravilhosa locações de Paris que foram magnificamente mostrada, num olhar de um morador dos anos 50 na “cidade luz” (só por isso já vale o ingresso).

Outro destaque vai para a homenagem clara que o filme faz aos longas americanos dos anos 50, onde a divã Audrey Hepburn reinava (nostalgia pura).

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SINOPSE

Aos 21 anos de idade, Rose Pamphule mora com seu pai e estar prestes a casar com o pacífico filho de um garagista. Ela poderia virar uma dona de casa, mas a jovem tem planos mais ambiciosos. Ela sai de sua cidade e tenta um emprego de datilógrafa no escritório de seguros de Louis. Mesmo se suas habilidades como secretária são fraquíssimas, o homem fica impressionado com a velocidade com a qual Rose consegue digitar. Logo o espírito competidor de Louis se desperta: ele decide aceitar Rose como sua secretária, contanto que ela treine para participar da competição de datilógrafa mais rápida do país.

ELENCO

[do action=”cast” descricao=”Romain Duris (Louis Echard)” espaco=”x”]Romain Duris[/do][do action=”cast” descricao=”Déborah François (Rose Pamphyle)” espaco=”x”]Deborah Francois[/do][do action=”cast” descricao=”Bérénice Bejo (Marie Taylor)” espaco=”br”]Berenice Bejo[/do]

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Regis Roinsard” espaco=”br”]Regis Roinsard[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Régis Roinsard
Título Original: Populaire
Gênero: Comedia
Duração: 1h 51min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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