A AVENTURA DE KON-TIKI (Crítica)

A AVENTURA DE KON-TIKI

4estrelas

Por Kadu Silva

A prova real que não se pode desistir dos sonhos

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Com um atraso gigante de lançamento, eis que chega nos cinemas brasileiros o norueguês, A aventura de Kon-Tiki, um dos indicados a melhor filme de língua estrangeira no Oscar desse ano (2013).

O filme conta a lendária história da expedição do etnográfico Thor Heyerdahl (Pål Sverre Valheim Hagen) que junto com outros 5 companheiros queriam comprovar que a Polinésia, na verdade, foi descoberta pelos povos da America do Sul e não pelos Espanhóis como dizia os livros de história.

Para isso construíram uma jangada idêntica a usada na época do descobrimento e saíram pelo mar, tentando comprovar tal feito. E como era de se esperar passam por vários apuros durante a jornada, tempestades, tubarões, recifes de corais e assim por diante.

Aparentemente a história não tem uma sinopse tão atrativa, pois lembra vários outros filmes que já mostraram algo semelhante, mas aqui a narrativa dos fatos e como eles influenciam aqueles homens é o grande diferencial. Não há uma busca por cenas de ação de tirar o fôlego e sim a sensação de medo, incertezas, falta de fé. O filme é uma grande reflexão sobre nossas atitudes frente a sonhos e desafios.

Desde de pequeno Thor se mostrava obstinado a ir em busca de seus objetivos, e mesmo ridicularizado, não abaixou a cabeça e foi em busca do que acreditava ser o correto, mesmo que para isso tivesse que perder seu grande amor.

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Por falar no aspecto dramático que o filme apresenta, encontramos o primeiro e talvez o único problema do filme, já que o roteiro “peca” em não apresentar com mais cuidado os dramas pessoais dos tripulantes e principalmente o romance do protagonista, seu foca total vai para a grande expedição, é uma questão de escolha, mas acaba para quem se envolve na trama com o gostinho de quero mais.

Como já citei os diretores Joachim Rønning e Espen Sandberg conseguem uma perfeita dinâmica ao apresentar os fatos e a narrativa se torna envolvente, mesmo o filme tendo duas horas, não há tempo para ver os minutos passar, tal é o acerto em nos colocar como testemunhas daqueles fatos que vão se relevando. Pela trama apresentar um desfecho revelador a expectativa para saber se eles irão conseguir chegar no objetivo, não tem como desviar o olhar um só instante.

Um fato curioso que poucos saibam até o filme voltar a premiação do Oscar é que em 1950 o Thor Heyrdahl realizou um documentário relatando sua expedição, e o mesmo ganhou o Oscar de melhor produção na época.

A Aventura de Kon-Tiki, é muito mais que uma história do descobrimento nos perigosos mares da Terra, ele é uma trama que nos leva a pensar em nossas atitudes, e que mostra que mesmo diante de vários nãos, não podemos deixar de acreditar no que sonhamos.

Vendo o filme e agora escrevendo sobre ele, comecei a fazer uma analogia de como escrever sobre a sétima arte é e sempre foi um sonho, e mesmo tendo passado por problemas, pessoas me ridicularizando, eu estou seguindo em frente e fazendo o que me dá alegria, o que me faz feliz de verdade (lágrimas nos olhos!).

Nem precisa dizer que é um filme LINDO, reflexo e que fica por muito tempo em nossa memória e coração. IMPERDIVEL!

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SINOPSE

Este drama, inspirado na história real de Thor Heyerdahl, mostra a expedição Kon-Tiki. Em 1947, este pesquisador tinha uma tese ousada para a época: ele acreditava que a Polinésia tinha sido ocupada primeiro pelos povos da América do Sul, e não pelos povos do oeste, como diziam os livros de História. Para comprovar que essa versão da história era possível, Thor decidiu construir uma pequena jangada, com os mesmos materiais de séculos atrás, e chamou cinco tripulantes inexperientes para partir com ele em uma viagem de três meses, considerada por todos como uma aventura suicida. Enquanto flutuam pelo oceano Pacífico, torcendo para serem levados à direção correta, os homens enfrentam problemas com tempestades, tubarões, baleias, recifes de corais e com a própria jangada, que corre o risco de se desfazer a qualquer momento.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Allan Scott e Petter Skavlan
Título Original: Kon-Tiki
Gênero: Aventura
Duração: 1h 58min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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2 Comentários

  1. Boni Rangel

    É isso Kadu. Nunca deixe de fazer o que te dá prazer por causa da opinião de terceiros que nunca poderão ter a dimensão exata das motivações e razões interiores que são somente tuas. Eu, particularmente, gosto muito dos teus comentários quase sempre ilustrados com questões pessoais. É uma forma diferente de fazer uma crítica. Eu diria que é uma forma mais sensível.

    • Kadu Silva

      Oi Boni, realmente esse filme mexeu demais comigo, e ai fica difícil tirar da crítica toda essa emoção.
      Com suas palavras novamente fiquei emocionado, pois é exatamente isso que procuro com meus textos, mostrar um olhar mais sensível a sétima arte, meu sonho eterno de vida. OBRIGADO e volte sempre.